Pacientes do Hospital Albert Einstein com insuficiência cardíaca serão orientados sobre a necessidade de vacinação contra gripe e pneumonia. A medida visa prevenção contra infecções pulmonares e outras complicações de saúde. A insuficiência cardíaca, também chamada de insuficiência cardíaca congestiva, é uma doença na qual o coração não consegue mais bombear sangue suficiente para o resto do corpo, não conseguindo suprir as suas necessidades.
Pacientes com insuficiência cardíaca serão orientados pela equipe do Hospital Albert Einstein sobre a importância da vacinação contra a influenza (gripe) e pneumococo (pneumonia). As doses serão aplicadas para indivíduos sob recomendação médica.
O grupo em que a vacinação será indicada é mais suscetível às infecções pulmonares. “Não há avaliação de custo-efetividade da vacinação em pacientes com insuficiência cardíaca no Brasil. Porém é plausível inferir que a estratégia seja muito favorável, até porque outras medidas com maior custo financeiro, como o fornecimento de medicação gratuita, já foram estudadas com conclusão favorável”, afirma o cardiologista do Einstein dr. Flávio de Souza Brito.
Além de prevenir a descompensação da insuficiência cardíaca por infecções respiratórias, a vacinação também ajuda na diminuição de eventos coronarianos, no decréscimo no número de internações e custos por outras doenças (principalmente entre os idosos). “A vacinação proporciona aumento da sobrevida para pacientes de todas as idades com perfil de alto risco cardiovascular.”
Clima também oferece risco
A vacinação também previne mortalidade em cardiopatas crônicos nos meses do inverno. Há relação entre internações, mortalidade por insuficiência cardíaca, epidemias de influenza e baixas temperaturas atmosféricas. Assim, pacientes em locais suscetíveis às maiores amplitudes térmicas e outras condições atmosféricas estão expostos a um maior risco de infecções respiratórias.
“Diante da necessidade preventiva, os pacientes devem receber vacina contra influenza (anualmente) e pneumococo (a cada cinco anos e a cada três anos em pacientes com insuficiência cardíaca avançada), sobretudo nas localidades de grandes modificações climáticas entre as estações do ano (inverno mais rigoroso)”, ressalta o dr. Brito.
Fonte: Hospital Albert Einstein.
Comentário do autor desse portal:
Segundo a Diretriz de Insuficiência Cardíaca Crônica da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a taxa de vacinação para influenza e pneumococo é reduzida no Brasil. A vacina pneumocócica, polivalente, deve ser administrada em dose única com reforço após os 65 anos e em pacientes com alto risco (não realizar este reforço com intervalo menor que cinco anos) e a vacina anti-influenza deve ser administrada anualmente.
Autor: Dr. Tufi Dippe Jr. CRM 13700 – Cardiologista em Curitiba.
Fonte: Portal do Coração