Os farmacêuticos podem atuar em mais de 70 áreas distintas e uma delas é dentro dos hospitais. Atualmente, Alagoas possui 68 unidades hospitalares e somente 10% delas tem assistência farmacêutica plena, ou seja, um profissional farmacêutico atuando dentro das suas unidades em todo o seu horário de funcionamento.
Segundo os dados levantados pela fiscalização do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF-AL) cada hospital deveria empregar no mínimo cinco farmacêuticos, o que daria 340 profissionais trabalhando na área hospitalar. Hoje nós temos 86 farmacêuticos dentro dos hospitais, um número aquém do desejado. “Antes da legislação 13021/2014, esse número era bem menor e com esse instrumento jurídico nós estamos conseguindo avançar na empregabilidade e transformar essa realidade dentro dos hospitais em Alagoas”, afirmou o presidente do CRF-AL, Alexandre Correia.
Ele informa que a partir a de legislação 13021/2014, os hospitais só conseguem a certidão de regularidade técnica se prestarem assistência farmacêutica plena. “Sem a certidão, o hospital fica sem poder realizar compra de medicamentos, e em situação irregular junto ao Conselho e a Vigilância Sanitária”, alertou. O presidente garante que o CRF-AL tem fiscalizado todas essas unidades e o resultado tem sido decisões liminares a favor do Conselho para que elas cumpram a legislação.
Jamisson Barbosa, presidente da Comissão de Farmácia Hospitalar do CRF-AL, pontua que a realidade do interior é alarmante porque muitos hospitais não querem empregar farmacêuticos em suas unidades de saúde. “Infelizmente, os gestores não entendem a importância do farmacêutico dentro do hospital, eles pensam que nós somos apenas um dispensador de medicamentos, no entanto, a nossa função é muito mais ampla, e a principal atribuição é o controle de qualidade com relação ao uso desses medicamentos e a orientação farmacêutico na assistência ao paciente”, pontuou.
Outro dado importante do farmacêutico dentro do hospital é que ele consegue diminuir os custos na compra dos fármacos, porque é feito todo um trabalho junto à equipe multidisciplinar com relação ao uso racional de medicamentos. “A interação medicamentosa pode ser fatal e é exatamente o farmacêutico quem vai monitorar essas situações, por isso, é importante que ele esteja dentro do hospital, como já acontece nas farmácias comunitárias”, comentou Jamisson.
Além disso, estudos mostram que mais de 80% dos erros cometidos em ambiente hospitalar são causados pela utilização inadequada de medicamentos. “Nosso trabalho não é apenas para garantir o cumprimento da legislação, mas acima de tudo garantir a segurança do paciente dentro do ambiente hospitalar”, falou.
Fonte: Ascom-CRF/AL