O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Tutmés Airan, agradeceu e parabenizou o apoio do Conselho Regional de Farmácia (CRF/AL) à campanha Sinal Vermelho. Lançada nacionalmente no último dia 10, a ação possibilita que vítimas de violência doméstica procurem farmácias e comuniquem o caso a farmacêuticos e atendentes, que ajudarão no contato com a Polícia Militar.
“A violência doméstica é um grave problema social e a gente só consegue combatê-lo com o apoio e o envolvimento de toda a sociedade alagoana. Nesse sentido, eu queria registrar minhas palavras de agradecimento ao Conselho Regional de Farmácia, nas pessoas de seu presidente, Sr. Robert Nicácio, e de seu vice-presidente, Alexandre Correia, que se engajaram no projeto Sinal Vermelho”, destacou o desembargador.
De acordo com Tutmés Airan, é necessário encorajar as vítimas a denunciarem seus agressores. “Encorajar a mulher passa necessariamente pela facilitação de acesso ao canal. Há os canais oficiais como delegacia e Defensoria Pública, mas agora há essa rede de canais informais que facilitam a vida da mulher. A sociedade tem o dever de combater esse tipo de flagelo.”
E completa: “Eu quero crer, para minha alegria e para a da sociedade, que essa campanha vai surtir efeitos e que vai ser permanente. A ideia é que ela fique pós-pandemia. As ideias boas têm que vir para ficar”.
A campanha, lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), tem apoio do TJAL.
As drogarias participantes poderão ser identificadas por um cartaz afixado na parte externa do local. Em Alagoas, 96 estabelecimentos conveniados à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) participarão em um primeiro momento, mas o objetivo é contemplar os cerca de 1.600 estabelecimentos do estado.
As mulheres que sofrem algum tipo de violência podem se apresentar com um “X” escrito de batom ou outro material na palma da mão. O farmacêutico ou atendente as conduzirá a uma sala reservada, discará 190 e chamará a Polícia Militar.
Fonte: Diretoria de Comunicação – Dicom TJAL –