O II Congresso Alagoano de Ciências Farmacêuticas abordou temas que vão desde a gestão empresarial farmacêutica até o atendimento com clientes/pacientes. A farmácia clínica aplicada na farmácia magistral: conceitos e introdução para a prática foi um dos temas do congresso, abordado pelo farmacêutico José Vanilton.
De acordo com ele, ainda existe muita confusão sobre o termo farmácia clínica e a palestra teve como objetivo estimular o raciocínio clínico para que o profissional tenha uma inserção melhor dentro da saúde pública. “O farmacêutico ainda não é reconhecido dentro da prática da farmácia clínica porque muitas vezes esse profissional, não adota uma postura diferenciada no seu local de trabalho”, lamentou. 
Ele lembrou que a farmácia Magistral foi quem deu ao farmacêutico o espaço mais adequado para ele prestar essa função de atendimento ao paciente, mas para isso é preciso disposição do profissional.
Adriano Falvo conversou sobre as etapas de implantação do serviços farmacêuticos, onde apresentou um cenário geral deste tipo de serviço dentro do estabelecimento pelo país. “O farmacêutico precisa conhecer todas as etapas antes de implantar esse serviço. Ele precisa conhecer a legislação, saber quais as demandas da sua comunidade para implantação dos serviços, aplicar os protocolos e com todo esse conhecimento, ele pode iniciar os serviços. Depois desta etapa, o farmacêutico pode mencionar os resultados e sentindo-se seguro, ampliar os serviços prestados e aumentar a lucratividade do seu estabelecimento”, pontuou.
No universo da assistência farmacêutica, a professora Amouni Mohmoud tratou das interações medicamentosas como subsídio para o cuidado farmacêutico. De acordo com ela, quando o farmacêutico entende a farmacoterapia e sabe as possíveis interações medicamentosas, o acompanhamento acaba sendo mais adequado. “A interação pode ser também medicamento versus alimento ou até medicamento e algumas substancias fisiológicas e pode acontecer até mesmo antes do uso do medicamento”, alertou.
Durante o curso ela fez alguns alertas sobre tema, a exemplo do nível de absorção, sobre a acidez do estomago, o tipo de alimento consumido antes do medicamento e até mesmo, que alguns destes medicamentos precisam ser administrados em jejum e outros juntos com a refeição. “A ideia da palestra foi mostrar que com estes conhecimentos, eles podem fazer uma orientação adequada do uso de medicamentos para o sucesso terapêutico”, garantiu.
Minicursos
Além das palestras, o II Congresso Alagoano de Ciências Farmacêuticas realizou minicursos, onde os participantes escolheram os temas de seu interesse. Um deles, foi medicamentos controlados, antimicrobianos com ênfase em SNGPC, ministrado pelo farmacêutico Adriano Falvo.
O minicurso foi dividido em três partes, a primeira delas tratou da regularização da farmácia junto a Anvisa, a segunda parte tratou do acesso ao sistema de segurança e a terceira parte tratou da dispensação. “Por meio desse sistema, a Anvisa consegue mensurar o consumo deste tipo de droga no Brasil, fazendo com que haja um controle mais efetivo no comércio destas drogas”, pontuou.
Segundo Adriano, com a implantação do sistema o Brasil caiu do primeiro para o terceiro lugar no consumo de psicofármacos anorexígenos. “Muitas vezes, o aluno sai da graduação sem saber qual o objetivo deste programa e como utilizá-lo”, falou.
Fonte: Ascom CRF/AL