Os medicamentos biológicos mudaram a forma de tratar doenças endócrinas, reumatológicas, autoimunes e o câncer. Apesar de parecer uma inovação recente, eles surgiram no início dos anos 1980 com o desenvolvimento industrial da insulina humana para o controle do diabetes.
Se valem de uma tecnologia que permite a modificação de células vivas presentes na natureza para produzirem remédios capazes de atuar de forma específica diante de certas doenças. Desde então, trilhamos um caminho promissor para o tratamento de inúmeras enfermidades complexas.
Embora o salto da biotecnologia e a eficiência dos medicamentos biológicos na vida dos pacientes sejam evidentes, o acesso é o principal desafio para um sistema de saúde como o brasileiro — que atende mais de 200 milhões de habitantes no quinto território mais extenso do mundo.
E é o desafio do acesso que nos leva aos biossimilares, medicamentos biológicos que são desenvolvidos a partir de uma molécula (medicação) já existente, com benefícios reconhecidos e cuja patente expirou. A produção dos biossimilares também conta com níveis complexos de pesquisa e desenvolvimento, englobando desde engenharia genética reversa para identificação de células capazes de gerar o fármaco até processos industriais por vezes mais modernos que os dos produtos de referência.
Fonte: Saúde Abril