Segundo dados do Instituto Lipedema Brasil, cerca de 10% da população feminina do mundo tem lipedema. No Brasil, ao menos 5 milhões de mulheres apresentam os sintomas, mas poucas sabem que se trata de uma doença. Foi o que aconteceu com a farmacêutica, Mônica Caetano que descobriu a doença aos 35 anos.
A farmacêutica relatou que foi diagnostica em 2023, após sentir fortes dores nos membros inferiores. “Depois de passar por muitos médicos, consegui o diagnóstico correto e desde então convivo com o lipedema do tipo 5, grau 1”, disse.
O lipedema é um crescimento do tecido adiposo de característica desordenada, isso é, uma gordura com crescimento acelerado e desproporcional, que muitas vezes é confundido com celulite. Ele acomete nádegas e quadril, braços, pernas, joelhos e panturrilha e se divide em cinco tipos e quatro graus.
“Eu percebia que a minha área afetada não diminuía mesmo com a prática de exercício físico e isso já estava influenciando em meu convívio social e profissional. Eu tinha alta sensibilidade ao toque, hematomas, cansaço excessivo e sensação de pernas pesadas onde a gordura estava acumulada, então, por orientação médica realizei a lipoaspiração nas pernas, joelhos, panturrilhas e tornozelos”.
O diagnóstico da doença é feito através da história do paciente, ou seja, relato de dor, hematomas, dificuldade de perda da gordura e piora após momentos de mudanças hormonais. Apesar de não existir um exame específico para o diagnóstico de lipedema, é possível estudar a distribuição da gordura corporal e descartar outras patologias que são frequentemente confundidas com lipedema, tais como varizes ou problemas linfáticos.
“Estou compartilhando a minha história para alertar mulheres de qualquer idade, que estejam com sintomas característicos de lipedema a procurarem um profissional especializado, pois quanto mais cedo você identificar a doença, melhor será o tratamento. Esta é uma doença crônica, que não tem cura”, disse.
Fonte: Ascom CRF/AL