Os cigarros eletrônicos podem ser mais tentadores para jovens não fumantes que os cigarros convencionais, e, após experimentarem cigarros eletrônicos, os jovens ficam mais inclinados a provar os cigarros comuns. Essas descobertas foram divulgadas ontem por pesquisadores americanos do Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, nas iniciais em inglês).
O estudo, baseado em levantamentos representativos junto à faixa jovem da população americana, detectou que mais de 250 mil adolescentes e jovens até os 19 anos que nunca tinham fumado usaram um cigarro eletrônico em 2013, contingente três vezes superior ao contabilizado em 2011. Aqueles que haviam experimentado a versão eletrônica estavam duas vezes mais propensos a provar um cigarro convencional no ano seguinte, em comparação com os que nunca tinham experimentado o produto. O estudo foi publicado na revista especializada “NicotineTobacco Research”.
Os cigarros eletrônicos são dispositivos finos, reutilizáveis, montados a partir de um tubo de metal que contém líquidos com nicotina de sabores exóticos. Quando os usuários fumam, a nicotina é aquecida e liberada como vapor desprovido de alcatrão, diferentemente da fumaça do cigarro convencional.
Especialistas da área de saúde evocaram receios de que o aquecido setor de cigarros eletrônicos, que movimenta US$ 2 bilhões, revertesse os ganhos obtidos por seu empenho para reduzir o hábito de fumar entre os jovens dos EUA ao longo de décadas. Apenas 15,7% dos americanos de até 19 anos relataram fumar em 2013, a taxa mais baixa da série histórica.
A Lorillard lidera o mercado americano de cigarros eletrônicos, enquanto a Reynolds American e o Altria Group passarão a fabricar suas próprias marcas do dispositivo em todo o país a partir deste semestre. O banco Wells Fargo projeta que as vendas de cigarros eletrônicos nos EUA ultrapassarão as de cigarros convencionais até 2020.
Fonte: Valor Econômico