A campanha sinal vermelho contra violência doméstica já conta com mais de 100 farmácias em todo Estado, um número significativo segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio. “O grande desafio é contar também com a adesão dos farmacêuticos e profissionais que trabalham nas farmácias”, pontuou.
A farmacêutica Letícia Ravelly reconhecem a importância dos profissionais aderirem a campanha, sobretudo, porque neste período de isolamento social os números de violência contra mulher tem crescido. “Esse é um problema social antigo e a gente precisa falar abertamente sobre o assunto e vê as farmácias abraçando essa campanha e as mulheres farmacêuticas mostra que nós estamos unidas para dar o apoio a elas que sofrem não apenas a violência física, mas verbal”, comentou.
Carmén Arroxelas, também farmacêutica, destaca que os farmacêuticos precisam se unir para ajudar estas mulheres que são agredidas. “O nosso papel é muito importante, precisamos denunciar este tipo de violência, comunique o fato ao órgão policial e ajude esta mulher a se libertar das agressões”, pediu.
O presidente reconhece que existe uma preocupação por parte dos trabalhadores e farmacêuticos em serem arrolados como testemunha, contudo, ele pontua que ao receber o convite do Tribunal de Justiça de Alagoas ele teve a garantia de que os farmacêuticos e balconistas seriam apenas comunicadores do fato. “Houve uma preocupação por parte do Conselho em garantir a segurança dos farmacêuticos e com a certeza de que eles apenas informariam o fato, imediatamente o convite foi aceito”, falou.
Fonte: Ascom CRF/AL