20 de setembro de 2022

Os linfomas são a oitava forma mais comum de câncer no Brasil

Dados do Ministério da Saúde apontam que os linfomas são a oitava forma mais comum de câncer no Brasil com incidência em torno de 6 pessoas a cada 100 mil habitantes. O dia 15 de setembro é o Dia Mundial da Conscientização sobre linfomas.

O linfoma é uma neoplasia maligna que acontece quando os linfócitos, responsáveis pela proteção contra infecções e doenças, sofrem mutações genéticas e se transformam em células malignas. Essas células passam a se multiplicar de forma descontrolada, “contaminando” o sistema linfático.

Daniel Porto, farmacêutico e líder do Grupo de Trabalho de Farmacêuticos Oncológicos do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas pontua que a doença é dividida em dois grupos: o linfoma de Hodgkin (LH) e o linfoma não-Hodgkin (LNH). “O LH é caracterizado pela presença de células grandes e facilmente identificáveis no linfonodo acometido. Já o LNH não tem um tipo celular característico, mais comum tipo da doença na infância”.

De acordo com ele, na maioria dos casos não é possível identificar fatores de risco ou causais para o desenvolvimento de linfomas. Em geral, os linfomas mostram predominantemente o acometimento dos gânglios linfáticos (linfonodos), com aumento de volume dessas estruturas, popularmente denominadas de “ínguas”. “O paciente pode apresentar aumento desses linfonodos em diversas partes do corpo, como pescoço, axilas, virilha, dentro do abdome e também aumento do baço, além de poder acometer outros órgãos, como ossos, pulmão, fígado e cérebro”.

Além das ínguas, febre intermitente, sudorese noturna sem causa aparente, coceira na pele e perda repentina e significativa de peso são sintomas secundários característicos de linfomas. O farmacêutico revela que existem mais de 70 subtipos de linfomas e que todos eles são potencialmente curáveis desde que haja o diagnóstico precoce e que o tratamento seja conduzido por um médico especializado e familiarizado com as particularidades da doença.

O tratamento é baseado no emprego de quimioterapia, associada ou não à imunoterapia (anticorpo monoclonal), dependendo do tipo específico de linfoma. “Na definição da opção terapêutica mais adequada deve ser levado em consideração as condições físicas do paciente e se apresenta comorbidades, tais como doenças cardiovasculares ou pulmonares que possam comprometer a tolerância clínica ao tratamento oncológico”, disse Daniel.

No cenário da assistência farmacêutica, a orientação prestada pelo farmacêutico aos usuários no sentido dos cuidados, acompanhamento do protocolo quimioterápico juntamente com o médico e equipe multidisciplinar sobre os fatores que colocam em risco seu tratamento, são necessários para adesão terapêutica.

Fonte: Ascom CRF/AL

20 de setembro de 2022

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