No ano de 2002 quando assumimos a Direção do CRF/AL, fizemos um criterioso levantamento da situação da Assistência Farmacêutica em Alagoas e este trabalho nos revelou com clareza vários pontos críticos e inúmeras dificuldades. Diante do quadro que se apresentava tomamos vários direcionamentos no sentido de enfrentarmos essa conjuntura com clareza e responsabilidade. Elaboramos um projeto que envolveu ações de curto, médio e longo prazo.
Tomamos então decisões relevantes, uma delas foi a de criar o Programa de Educação Continuada do CRF/AL, pois percebíamos que antes de fiscalizar o trabalho do farmacêutico, teríamos que lhe dar condições para que pudesse exercer a profissão com propriedade, outra também importante foi a de fiscalizar a Gestão Pública Estadual e Municipal, não aceitávamos que o setor público pensasse em fazer Assistência Farmacêutica sem a presença do Farmacêutico.
As ações desenvolvidas com a plena aceitação dos colegas nos reportaram para os dias de hoje, uma realidade muito diferente, uma realidade satisfatória, porém os desafios se renovam e temos que novamente darmos uma resposta positiva, de qualidade. Antes o problema era a inserção do farmacêutico, hoje, além da inserção é a sua qualificação. A projeção e o reconhecimento conquistado pelo farmacêutico diante dos setores da saúde, aumentaram sua responsabilidade, tornando-se indispensável sua capacitação.
Temos agora como exemplos motivadores, dentre outras, a RDC 44/2009, que dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas e a nova resolução que trata dos antimicrobianos, a RDC 44/2010. No Setor Público constatamos as dificuldades para a programação, implantação e desenvolvimento de um projeto eficaz para a Assistência Farmacêutica, isto por falta de apoio dos Gestores Municipais. Diante deste quadro, reafirmo meu propósito em continuar contribuindo no fortalecimento da profissão e no apoio à qualificação do colega, pois sabemos que você, FARMACÊUTICO, é imprescindível na assistência a saúde.