28 de abril de 2021

Covid-19: Farmacêutico alagoano fala da importância da segunda dose da vacina

Um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde de Maceió, no início do mês de abril, mostrou que mais de cinco mil pessoas deixaram de tomar a segunda dose na capital. O farmacêutico e membro do Grupo de Trabalho de Saúde Pública do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Fábio Pacheco, explica que uma única dose pode não gerar a maturidade e memória imunológica para que o indivíduo fique protegido da Covid-19.

 “A vacina de Oxford foi testada para ter uma dose, mas durante os experimentos, comprovou-se que precisava das duas doses. É de extrema importância que seja seguido o que foi previsto experimentalmente, porque não temos dados de que uma dose é suficiente”, alertou.

De acordo com ele, o atraso de um ou dois dias não prejudica a imunização em si, mas pode atrapalhar a logística da unidade de saúde em que a pessoa recebeu a vacina. A orientação é que a pessoa procure o local onde foi vacinado dentro do prazo, que pode variar entre vinte dias a três meses, a depender da vacina que foi aplicada.

“O período máximo para a aplicação da segunda dose da vacina do Butantan (Corona Vac) é de até 28 dias. Para a vacina de Oxford/AstraZeneca, esse intervalo pode ser de até três meses, mas tem que receber a segunda dose”, pontuou.

E por que são necessárias duas doses? Um imunizante geralmente demora de duas a três semanas para fazer efeito. As duas vacinas (Coronavac e Oxford/AstraZeneca) disponíveis no Brasil precisam de duas doses para atingir a eficácia total. “Para que o indivíduo fique protegido da doença, o sistema imunológico precisa criar a imunidade protetora, composta por anticorpos neutralizantes, que impedem a entrada do vírus na célula”, disse.

O farmacêutico ressalta que com duas semanas, já é possível detectar a proteção, mas a maior quantidade de anticorpos é registrada um mês após o término da vacinação, com variações individuais, afinal, as formulações se distinguem:  a de Oxford/AstraZeneca é feita com vetor viral e CoronaVac é feita com vírus inativado.

Outro ponto importante, lembrado por Fábio, é que o Plano Nacional de Imunização (PNI) prevê o uso de diferentes imunizantes, mas não a utilização da chamada intercambialidade de doses, que é receber a primeira injeção de um imunizante e a segunda, de outro.

 “Mesmo que estejam vacinados, o uso de máscara, álcool gel, lavagem das mãos e distanciamento social devem continuar porque não sabemos se as vacinas vão conseguir impedir a transmissão e tirar o novo coronavírus de circulação ou se apenas impedirão que as pessoas vacinadas tenham a forma mais leve da COVID-19. Nenhuma vacina do mundo garante proteção imune total”, falou.

O que são as vacinas?

A vacina é uma preparação biológica que, ao ser aplicada, estimula o organismo a produzir anticorpos e/ou células de defesa que protegem a pessoa vacinada contra doenças infecciosas, em geral causadas por vírus ou por bactérias. Atualmente, existem numerosas vacinas que são adotadas pelos países para a prevenção de uma série de doenças. Essas doenças são chamadas imunopreveníveis, ou seja, que podem ser evitadas por um processo de resposta imune induzido pela vacinação.

Fonte: Ascom CRF/AL

28 de abril de 2021

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