17 de fevereiro de 2021

Rastreabilidade segue indefinida e ameaça segurança das vacinas

Graças à apreensão de 3 mil seringas contendo água salgada, a polícia chinesa desmantelou uma rede que pretendia vender vacinas falsas contra a Covid-19 no Exterior. No Brasil, a Polícia Civil investiga a mesma prática em sites e redes sociais. A Anvisa chegou a emitir uma nota oficial para alertar a população, mas não teve a mesma agilidade para viabilizar uma medida fundamental para evitar esses riscos.

A rastreabilidade de medicamentos está prevista na Lei Federal nº 11.903 referente ao Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), mas depende da publicação de uma Instrução Normativa (IN). A previsão inicial era que a IN estivesse definida até dezembro de 2020, mas a Anvisa já adiou por três vezes a decisão. Esse modelo permitiria o monitoramento de remédios e vacinas de ponta a ponta, desde a saída do fabricante até a chegada à farmácia, hospital ou posto de vacinação.

“O SNCM entra em vigor em abril de 2022 de acordo com a lei, mas algumas companhias do setor farmacêutico e hospitalar aguardam a IN para adaptarem suas operações. A adequação pode demorar em torno de um ano, mas após constantes alterações, pedidos de vista e falta de definição sobre um assunto já pacificado, as empresas se sentem inseguras para investir nessas medidas”, adverte Vinicius Bagnarolli, diretor de operações da rfxcel, especialista em projetos de rastreabilidade de medicamentos.

Novas tecnologias anti-fraudes

rfxcel, inclusive, desenvolveu em sua matriz nos Estados Unidos uma solução na nuvem que possibilita a profissionais de saúde o acesso a registros de imunização em tempo real. A ferramenta também permite o monitoramento do inventário e a administração das vacinas certas para o paciente certo. “Por ser uma ferramenta automatizada, os usuários podem manipulá-la praticamente sem nenhum treinamento, o que garante uma implementação rápida em ambientes críticos como as unidades de emergência”, destaca Bagnarolli.

O sistema acompanha a localidade, temperatura, umidade e atritos dos insumos e medicamentos à medida que eles se movem pelas cadeias de abastecimento em terra, mar e ar. Pode, inclusive, alertar desvios de rota e assegurar que os fornecedores logísticos cumpram os prazos de entrega. “A pandemia revelou deficiências em todas as cadeias de suprimentos e a corrida pela vacina aumentou a pressão sobre essa operação, o que exige avançarmos mais rapidamente em projetos como o da rastreabilidade”, observa.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

17 de fevereiro de 2021

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *