31 de dezembro de 2020

Dezembro vermelho: Em Arapiraca, farmacêutico acompanha pacientes com HIV

Em Arapiraca, o Centro de Testagem e Acolhimento (CTA) do Serviço de Assistência Especializada (SAE) detectou que 65 novos casos de HIV foram confirmados em 2020. O número é menor comparado ano passado que foram de 74 casos positivos. Segundo, o farmacêutico Rommel Carvalho ainda que tenha acontecido uma redução, os números continuam altos.

“Infelizmente as pessoas ainda não conseguem se conscientizar da gravidade da doença e acabam não tomando as precauções devidas. Dados da OMS e do Ministério da Saúde mostram que os jovens estão se contaminando cada vez mais cedo”, comentou.

Ele que é responsável pela Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM) conta que ao longo deste ano foram realizados 2235 atendimentos, destes 20 voltados para gestantes e 17 para crianças somente na CTA/SAE. De acordo com ele, a unidade faz a dispensação dos medicamentos antirretrovirais, bem como medicamentos associados para tratamentos de doenças oportunistas.

“Com a implantação da UDM-Arapiraca, os pacientes vivendo com HIV (PVHIV), tiveram a oportunidade de ter acesso aos medicamentos necessários ao tratamento de forma mais rápida e pontual”, revelou. O acesso ao tratamento é fundamental para a qualidade de vida destes pacientes.

Conforme o farmacêutico, os pacientes passam rotineiramente por consultas com a equipe multiprofissional, bem como a consulta farmacêutica, onde são realizadas diversas intervenções, orientações e sugestões para que o tratamento tenha continuidade.

“Apesar de ainda não termos a cura para a doença, esses pacientes têm uma condição de vida igual a qualquer pessoa que não é portadora do vírus, desde que sigam as orientações da equipe e realize seus exames periodicamente, frequente suas consultas e tenham acesso a seus medicamentos antirretrovirais”, comentou.

E qual a importância do farmacêutico neste contexto? Ele é peça fundamental para que o paciente faça adesão ao tratamento, porque além dessa capacidade de intervenção, ele tem a possibilidade de manter um vínculo mais próximo com os pacientes que frequentam rotineiramente a unidade de saúde. “Enquanto não temos a cura ou vacina para o HIV, nós realizamos os exames de carga viral a cada 6 meses, para monitorar e saber se o paciente está tomando seus medicamentos regularmente e dessa maneira poder intervir para garantir uma boa adesão ao tratamento”, revelou.

Fonte: Ascom CRF/AL

31 de dezembro de 2020

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