17 de setembro de 2020

Além do medicamento: farmacêuticos usam práticas integrativas no tratamento de doenças

As Práticas Integrativas e Complementares (PIC’s) estão presente em aproximadamente 54% dos municípios brasileiros contemplando cerca de quatro mil cidades. Ofertada pelo Sistema Único de Saúde as PIC’s contemplam 29 tipos de serviços entre eles, terapias florais, fitoterapia, homeopatia, acupuntura e outros.

Nilson Leita, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura, explica que essa prática é desenvolvida por profissionais de saúde desde que eles estejam habilitados para este serviço. De acordo com ele, os farmacêuticos tem apostado neste novo tipo de tratamento. “É muito bom saber que os profissionais farmacêuticos estão entendendo que existem doenças que podem ser tratadas sem o uso de medicamentos e as PIC´s permitem que a saúde seja levada aos pacientes sem o uso de fármacos”, pontuou.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, Robert Nicácio, pontua a instituição também tem apostado neste tipo de tratamento durante a pandemia. “Nós ofertamos aos farmacêuticos uma escuta terapêutica com colegas que já realizam este tipo de serviço”, revelou. Robert disse que a decisão foi tomada porque muitos profissionais relataram cansaço, ansiedade e medo durante a pandemia já que eles estavam na linha de frente.

O que são as PIC´s?

“Um trabalho feito tanto no âmbito corporal, emocional e espiritual” é assim que a farmacêutica Kristiana Mousinho define as práticas integrativas e complementares. De acordo com ela, o profissional faz o acolhimento, um vínculo terapêutico e promove a integração do paciente com o meio ambiente e a sociedade.

Conforme Kristiana, os profissionais farmacêuticos já tem se utilizado destas práticas no tratamento de seus pacientes. Michelline Lemos é um exemplo: “há pouco mais de um ano fiz um curso de auriculoterapia e comecei os atendimentos aqui na minha farmácia”, comentou.

Uma das dificuldades que enfrentada por ela é o desconhecimento por parte da população destas práticas integrativas, ainda que sejam milenares. “É como se houvesse um pouco de desconfiança, sobretudo com auriculoterapia. As pessoas pensam como é possível tratar uma dor no pé, por exemplo, através da orelha”, falou.

Contudo, ela garante que os pacientes que optaram por esse tipo de tratamento tem sentido os resultados logo na primeira sessão. E assim, ela tem se tornado a farmacêutica de confiança de seus pacientes, mostrando que a atuação deste profissional vai muito além das farmácias e drogarias.

Curso de especialização e formação

Kristiana Mousinho explica que para atuar neste segmento é necessário que se façam cursos de formação e/ou especialização a depender da área que ele pretenda atuar. “Existem mais de 100 práticas integrativas disponíveis, mas ainda precisamos evoluir quanto a atuação do profissional farmacêutico neste segmento”, revelou Kristiana.

Hoje muitos farmacêuticos tem utilizado as práticas integrativas no serviço público, em consultórios particulares, nas farmácias clínicas e comunitárias (farmácias comerciais).

17 de setembro de 2020

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