20 de maio de 2020

Genéricos representam 34% das vendas de medicamentos no País

Neste 20 de maio, o Brasil celebra o Dia Nacional do Medicamento Genérico. Em fevereiro deste ano, a Lei nº 9.787, que criou os genéricos no País completou 21 anos de existência. Junto com ela, esses medicamentos trouxeram aos consumidores a possibilidade de acesso a tratamentos mais baratos, de qualidade e com eficácia comprovada.

De acordo com o farmacêutico Rogério Hoefler, coordenador da Coordenação Técnica e Científica do Conselho Federal de Farmácia e subcoordenador interino do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim/CFF), a política de medicamentos genéricos tem trazido vários benefícios para a sociedade brasileira. Uma delas é que as pessoas passaram a conhecer os medicamentos pelo nome da substância. “Isso quebra um pouco a influência das marcas sobre o mercado farmacêutico. As pessoas passaram a saber que o que faz efeito não é a marca, não é um produto de determinado fabricante, mas sim a substância ativa. E que esse fármaco vai ter o mesmo efeito, independente do fabricante, caso esteja de acordo com as normas sanitárias. Com isso, também diminuíram as chances de erros de prescrição, porque o medicamento é prescrito e dispensado pelo nome da substância, e não pela marca”.

Nos últimos quatro anos, a participação dos genéricos no mercado brasileiro de medicamentos cresceu de forma significativa. As vendas de unidades passaram de 27,54% do total, em 2015, para 34% este ano. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), nos últimos 12 meses, foram comercializadas 1,5 bilhão de caixas de genéricos no país.

Rogério Hoefler também destaca que, além de proporcionarem maior acesso da população aos medicamentos, a política de medicamentos genéricos estimulou o desenvolvimento e fortalecimento da indústria nacional. “A partir do momento em que se torna mais barato, por causa do aumento da concorrência, as pessoas passam a ter mais acesso a medicamentos importantes como anti-hipertensivos, antidiabéticos, antialérgicos, entre outros, com redução de agravos à saúde e melhora da qualidade de vida. Isso também trouxe um fortalecimento da indústria nacional e induziu a um aprimoramento da produção, até pelo rigor exigido em termos de qualidade dos produtos genéricos. Acabou também elevando a indústria nacional a outro patamar em termos de qualidade e de desenvolvimento tecnológico, ao que pese ainda haver grande deficiência no Brasil quanto à capacidade de produção dos insumos utilizados nesses medicamentos”, acredita.

A PróGenéricos estima que desde que os primeiros genéricos chegaram ao mercado, o consumo de medicamentos para o controle da pressão arterial aumentou 779%, fenômeno que se repetiu na classe de medicamentos para diabetes (1.640%) e para controle do colesterol (2.549%) e que os genéricos já proporcionaram, nestes 21 anos, significante impacto para as famílias e indivíduos, com uma economia de mais de R$ 158 bilhões em gastos com medicamentos.

Atualmente, dos 20 medicamentos mais prescritos no Brasil, 15 são genéricos e eles estão disponíveis como opção para tratar mais de 90% das doenças conhecidas. Existem aproximadamente 3.500 produtos registrados em mais de 22.000 apresentações e 86 fabricantes desses medicamentos, que geram milhares de empregos no país.

Fonte: Comunicação do CFF

20 de maio de 2020

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