5 de fevereiro de 2020

Palestra sobre uso medicinal da Cannabis encerra semana do farmacêutico

Encerrando as atividades da Semana do Farmacêutico, em alusão ao dia nacional do farmacêutico, o Conselho Regional de Farmácia de Alagoas promoveu no dia 25 de janeiro um bate papo sobre o uso medicinal da Cannabis, sob o ponto de vista legal e dos resultados que este tipo de terapia tem apresentado e da prescrição do produto.

A farmacêutica Letícia Ravelly explica que o mais importante é que os profissionais de saúde vejam a Cannabis como uma planta mesmo, deixar de lado o preconceito e trocar conhecimento. “A sociedade precisa receber a informação correta sobre a planta, é uma obrigação dos profissionais de saúde mostrar os benefícios que a planta tem proporcionado para quem opta por este tratamento”, pontuou.

No seu dia a dia, Letícia tenta quebrar o preconceito da Cannabis vista como uma droga e mostra que a planta é benéfica para a saúde. “Quando a gente tem argumento, cortamos qualquer preconceito”, afirmou. Ela elogiou a iniciativa do CRF/AL que abriu as portas para discutir um assunto tão importante e relevante, sem preconceitos e de portas abertas.

O farmacêutico Carlos Espínola, que faz parte da Abrace Esperança, que é um Organização não-governamental que dá apoio aos pacientes que utilizam a Cannabis como tratamento médico. Ele conta que os profissionais de saúde, assim como a sociedade desconhecem os benefícios deste tratamento e a ideia, segundo ele, foi orientar os profissionais de saúde como isso acontece.

“Em algumas doenças, como por exemplo, a epilepsia, Alzheimer que não possuem um medicamento que traga eficiência no tratamento, a Cannabis vem sendo usada e apresentado resultado muito positivos e para algumas doenças, só ela basta”, garantiu.

Ele diz que os farmacêuticos alagoanos levam a informação e conhecimento deste medicamento no tratamento de outras doenças. E alguns casos, ela pode ser um tratamento complementar, como nos pacientes com câncer. “Temos que abrir a mente, colocar a mão na massa, ter pessoas quem comprem a briga, que façam pesquisas e divulguem os resultados clínicos que são muitos”, revelou.

Para o farmacêutico, o CRF/AL foi pioneiro na discussão do tema preparando os profissionais para trabalharem junto com os médicos na utilização da cannabis medicinal. “Nós temos um papel importante, no controle, na doses a serem usadas e na observação das reações que venham existir. Essa iniciativa é muito importante e espero que ela seja replicada pelos demais conselhos de profissionais de saúde”, comemorou.

O médico Freedy Seleme que atua na saúde mental que fez o seu relato sob a prescrição da cannabis falou que o conhecimento não pode ser restrito só para uma classe e esta iniciativa deveria ser obrigatória porque a promoção de conhecimento é fundamental para a população. “O nível das palestras foram altíssimos e sinto-me honrado em ter feito parte deste momento”, disse.

Ele que tem experiências positivas com o uso da cannabis medicinal diz que esse olhar mais delicado para outras portas de tratamento, e aí, não apenas do uso da cannabis mais de um tratamento mais humanizado e completo é que traz as respostas para as limitações que existem nas doenças neurodegenerativas. “Aos poucos a sociedade tem mudado o seu olhar sob o tratamento mais natural, o conhecimento tem sido mais socializado”, informou.

O presidente do CRF/AL, Robert Nicácio, comemora o sucesso das ações. “Tivemos atividades diversas desde prestação de serviços de saúde, orientando a população como conhecimento técnico para os profissionais trazendo um assunto inovador que tem sido muito discutido pelos profissionais de saúde”.

Fonte: Ascom CRF/AL

5 de fevereiro de 2020

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