10 de setembro de 2019

Farmacêutica alagoana conquista o segundo lugar na VIII JOFAH por trabalho desenvolvido em hospital de Maceió

Nos dias 05 e 06 de setembro, aconteceu a VIII Jornada de Farmácia Hospitalar (JOFAH) do Hospital das Clínicas (HC) em conjunto com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no auditório do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da UFPE , em Recife – PE. O evento teve como tema central a “Comunicação com o paciente: Base para Efetividade no Processo do Cuidado Farmacêutico”, e contou com mais de 300 participantes para a exposição de trabalhos científicos.

Entre os expositores estava à farmacêutica alagoana do Hospital Memorial Arthur Ramos, Mônica Rocha de Melo, que trabalha há quatro anos na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), onde desenvolveu o trabalho voltado ao controle da Sepse, que é um conjunto de manifestações em todo o organismo produzidas  por uma infecção, que de forma desgovernada causa disfunção em múltiplos órgãos.

O trabalho desenvolvido no hospital resultou no desenvolvimento de duas pesquisas que foram enviadas a VIII JOFAH, sendo aceitos para exposição. Um de seus trabalhos, intitulado como “Análise da Adequação ao Uso do Antimicrobiano no Protocolo de Sepse em um Hospital Particular de Maceió” foi selecionado pela banca examinadora entre os três melhores de mais de 50 pesquisas inscritas, sendo premiado com 2º lugar, na categoria apresentações orais.

Em entrevista ao Conselho Regional de Farmácia de Alagoas (CRF/AL), Mônica descreveu a emoção de ter conquistado esse prêmio. “Foi uma surpresa muito grande ter sido selecionada para apresentar o trabalho de forma oral e ganhar o segundo lugar. Estamos muito felizes com o resultado”, disse.

Os trabalhos apresentados por Mônica na VIII JOFAH/HC – UFPE contaram com a participação de Rosa Aliny Mota Carvalho, Yelnya Cardoso Silva Doria, Eliane Aparecida Campesatto, Rosane Maria Souza Costa Brandão, Rafaela Bastos da Silva, Paulo Henrique da Silva Valentim dos Santos e Myrlla de Souza Duarte dos Santos.

Entusiasmada com os resultados, Mônica revela os próximos passos. “Houve o convite por parte da professora Eliane Campesatto para transformar a pesquisa em projeto de extensão, abrindo dessa forma o leque de oportunidades na pesquisa científica”, explicou.

Sepse

De acordo com dados do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), pelo menos 430 mil brasileiros tem sepse todos os anos, desses, 200 mil sobrevivem. Os sobreviventes, muitas vezes, desenvolvem complicações após a alta hospitalar. Além de desenvolver sequelas, 40% dos pacientes são readmitidos nos hospitais, a principal causa é a aparição de novas infecções.

A letalidade em pacientes de terapia intensiva de adultos no Brasil é de 55%. As razões para esse alto índice são muitas e não se limitam aos pacientes adultos, incluindo também a população pediátrica e neonatal, com base nas pesquisas realizadas pelo Ilas.

O Ilas oferece consultoria aos hospitais interessados em implementar o protocolo gerenciado de sepse.

Ação Social

Em alusão ao Dia Mundial da Sepse, 13 de setembro, a farmacêutica Mônica e sua equipe do CCIH estarão no Maceió Shopping realizando uma ação social de orientação e prevenção da Sepse, nesta quinta-feira (12), das 14h às 18h.

Ascom CRF/AL

10 de setembro de 2019

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