11 de junho de 2019

Farmacêutico desenvolve vacina contra Leishmaniose

Depois da 20 anos de estudos, pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Minas Gerais, desenvolveram uma vacina, denominada LbSap, contra a Leishmaniose visceral em cães. Pelo trabalho inédito, o farmacêutico Alexandre Reis, coordenador do Grupo de Pesquisa e Imunologia das leshmanioses, foi indicado pelo deputado federal Fred Costa, do Patriota, para receber uma moção de aplausos da Câmara dos Deputados em Brasília.

Doutor em parasitologia e imunologia, Alexandre relata que os testes estão em fase final e mostraram resultados promissores. “Essa vacina demonstrou-se altamente imunogênica em estudos de fase 1 e 2 em camundongos e com forte potência para proteção vacinal”. Posteriormente, foram realizados dois estudos em cães. Os testes foram feitos em momentos diferentes e o pesquisador descobriu que a vacina se mostrou altamente imunogênica e protetora para os cães. “Uma vez que os caninos são reservatórios da doença, ela é uma forte estratégia para ser utilizada em larga escala em áreas endêmicas de leishmaniose visceral no país.”

A vacina está sendo produzida por meio da parceria com uma empresa do ramo de agronegócios de São Paulo. O próximo passo é a realização do estudo de fase 3 e o registro do produto no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Daqui a uns três anos, mostrando-se eficaz e potente em áreas endêmicas nesse estudo de fase 3, a vacina poderá ser comercializada e empregada em áreas endêmicas de larga escala como instrumento de controle da leishmaniose visceral canina”.

A Leishmaniose é transmitida por insetos vetores ao homem e a outras espécies de mamíferos, tendo o cão e a raposa como hospedeiros. As manifestações podem ocorrer na pele ou nos órgãos internos. Este último caso, chamado de visceral, é considerada grave e pode levar à morte. Ao longo dos anos a pesquisa recebeu investimentos em torno de R$ 10 milhões de reais de agências de fomento de governo como o CNPq, Capes e Fapemig.

Casos em humanos

Em 2016, o Brasil registrou 3.289 casos humanos de Leshimaniose visceral, desse total, 265 ocorrências, ou seja, 8,5%, evoluíram para óbito.

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Fonte: Comunicação CFF

11 de junho de 2019

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