21 de novembro de 2018

Cuidado farmacêutico na saúde mental é tema de palestra no CRF/AL

O Conselho Regional de Farmácia de Alagoas promoveu por meio do programa de Educação Continuada, o curso cuidado farmacêutico em saúde mental ministrado pela mestra Sheilla Alessandra Fernandes.

O curso que aconteceu no sábado, 17, abordou temas relacionados à farmacologia e os seus efeitos adversos, mas também sobre o cuidado farmacêutico diferenciado que este paciente exige, a exemplo da comunicação e do estreitamento do vínculo terapêutico.

De acordo com ela, o uso irracional dos medicamentos para o tratamento dos pacientes portadores de doenças mentais são recorrentes, isto porque normalmente são receitados dois tipos de medicamentos concomitantemente e o desmame farmacológico não é feito da forma correta, como no caso dos benzodiazepínicos prescritos juntamente com os medicamentos antidepressivos. “Eles devem ser retirados em no máximo 30 dias do início do uso, senão os riscos começam a superar os benefícios e o uso prologando deste medicamento gera dependência física”, afirmou. 

Ela lembra que o farmacêutico é o profissional do uso racional do medicamento e ao perceber sintomas desta dependência, é ele quem vai fazer a carta de encaminhamento ao médico sugerindo o desmame do benzodiazepínico e ao mesmo tempo, informando estratégias para o desmame uma vez que eles causam crise de abstinência.

Para a estudante de farmácia, Kelly Melo, o curso é importante não apenas pela atualização do tema, mas, sobretudo porque é possível ampliar os conhecimentos além do banco da faculdade promovendo um maior aprendizado. “Os estudantes muitas vezes não tem a prática do dia a dia de assuntos corriqueiros, a gente acha que nossa função é só estudar para as provas, decorar mil e uma coisinhas, e é através dessas palestras e minicursos que sabemos quais são as demandas por parte da população”, comentou.

A presidente do CRF/AL, Mônica Meira, destacou que o programa educação continuada tem resgato nos farmacêuticos o seu papel de profissional de saúde, que foi esquecido há um tempo. “Ao longo de todo ano, nós tratamos dos mais variados temas sempre com olhar voltado para assistência farmacêutica. Os profissionais precisam enxergar o seu papel e os estudantes devem chegar ao mercado prontos pra fazer esse acompanhamento com os pacientes”, revelou.

Fonte: Ascom CRF/AL

21 de novembro de 2018

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