12 de setembro de 2013

SUS incorpora novos tratamentos para doença falciforme e espondilite

Crianças com doença falciforme passarão a ter opção oral de profilaxia.

Teste para diagnosticar tuberculose e vacina também foram incluídos.

 

O Sistema Único de Saúde passa a oferecer, a partir desta quarta-feira (11), penicilina oral como parte do tratamento para crianças com doença falciforme de até cinco anos e também metotrexato injetável para tratamento de pacientes com espondilite anquilosante.

O acréscimo desses dois tratamentos foi determinado por portarias publicadas nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União. Outras decisões divulgadas nesta quarta-feira são a incorporação de um teste rápido para diagnosticar tuberculose e da vacina contra coqueluche para gestantes.



Tratamento oral

De acordo com o relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) que determinou a inclusão da penicilina no tratamento da doença falciforme para crianças, o uso da penicilina e do ácido fólico em pacientes de até cinco anos de idade é a “essência do tratamento”.



Até então, o SUS dispunha apenas da penicilina injetável para esses casos. A Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados pediu a inclusão do medicamento oral em 2012 para tornar o tratamento mais “humanizado” e mais fácil de ser tolerado pelas crianças.

Espondilite

O uso do medicamento metotrexato – incorporado nesta quarta-feira pelo SUS – como tratamento para a espondilite anquilosante já era previsto pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, apesar de ainda não constar na lista de tratamentos oferecidos pelo sistema público. A espondilite anquilosante é uma doença, ainda sem cura, que provoca inflamações das articulações da coluna, quadris, ombros e outras regiões.

Coqueluche

A inclusão da vacina que confere proteção contra coqueluche para as gestantes foi justificada pela Conitec pelo fato de que o Brasil apresentou, a partir de 2011, um aumento progressivo do número de casos de coqueluche.



O grupo mais afetado são os menores de 6 meses de idade, que ainda não completaram o esquema básico de vacinação. Com base em estudos que demonstram que a mãe tem papel importante na transmissão da doença para os recém-nascidos, a comissão determinou a inclusão da vacina para as grávidas.



Detecção precoce de tuberculose

O SUS passa a oferecer também um teste mais rápido para diagnosticar precocemente a tuberculose. Chamado de Xpert, o teste foi capaz de aumentar a detecção de casos em 34%, em comparação ao teste atualmente utilizado, a baciloscopia, de acordo com estudo.

Fonte: Bem Estar

 

12 de setembro de 2013

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