19 de agosto de 2013

Dor na coluna pode ser causada por erros de postura; saiba como evitar

Cerca de 80% das pessoas têm esse incômodo em algum momento da vida.

Por isso, é importante tomar alguns cuidados, como fazer atividade física.

 

Dor na coluna é um problema bastante comum, geralmente causado porque as pessoas passam muito tempo sentadas ou com má postura ao sentar ou andar.

Estima-se, inclusive, que cerca de 80% da população, principalmente as mulheres, tem ou terá essa dor em algum momento da vida e, por isso, é importante tomar alguns cuidados para evitá-la e tratá-la, como explicaram o ortopedista Djalma Pereira Mota e o ginecologista José Bento no Bem Estar desta sexta-feira.

A grande maioria dos casos de dor, no entanto, exigem nada mais do que um simples analgésico ou uma atividade para reposicionar ou fortalecer a coluna. Segundo um estudo recente, cresceu em 50% os pedidos de tomografias e ressonância magnética, na maior parte das vezes, desnecessários, o que mostra que um bom diagnóstico é essencial para evitar esses exageros em relação aos tratamentos.

Entre as causas, estão as hérnias, desgastes nas articulações, problemas nos músculos ou ligamentos ou deformidades, porém a principal delas é a postura – de acordo com o ortopedista, a coluna no formato da letra ‘J’ é a mais próxima da ideal.

No entanto, existem alguns problemas que podem provocar desvios e, em graus mais avançados, causar dor, como a cifose (mais comum nos meninos), a escoliose (mais comum nas meninas) e a hiperlordose, que leva o bumbum para trás (mais rara).

Nesse último caso, quando a bacia fica muito à frente ou para trás, a coluna fica mal posicionada, sendo que o correto é ficar em uma posição neutra quando a pessoa senta. Além disso, a forma correta é sentar em cima dos ossos do fim da bacia, sempre com a coluna reta, como alerta a instrutora da técnica de postura 'Alexander', Regina Camargo Vieira. Ao ficar em pé, é importante também que o corpo esteja alinhado já que a coluna funciona como um “eixo”, ou seja, se está boa, o resto do corpo acompanha; porém, se está torta, tudo fica torto também.

Durante a vida, podem ocorrer alguns fatores que contribuem para a postura incorreta, principalmente no caso das mulheres. Por exemplo, na adolescência, a menina costuma projetar a coluna e os ombros para a frente para disfarçar o crescimento das mamas, como explicou o ginecologista José Bento – nesse caso, a dica é usar um sutiã.

Quando ela cresce e começa a usar salto alto, o bumbum já é projetado para trás, o que causa uma hiperlordose – a dica, portanto, é evitar sapatos muito altos. Ao engravidar, com o aumento dos seios e do útero, o ganho de peso e a retenção de líquido, a coluna é uma das partes do corpo que mais sofre e a tendência é a grávida intensificar a extensão para conseguir manter o equilíbrio postural, o que pode causar certos desconfortos.

O problema pode piorar ainda mais no frio, quando os músculos se contraem mais, ou também na terceira idade, quando ocorre perda de massa muscular e óssea, fazendo com que a coluna perca sustentação.

Para evitar que isso aconteça, a recomendação é ingerir a quantidade adequada de cálcio – três copos de leite por dia – e fazer também atividade física leve, como uma caminhada, alongamentos e até exercícios como pilates ou ioga. De acordo com o ginecologista José Bento, até mesmo a acupuntura ou fisioterapia também podem ajudar, inclusive durante a gravidez.

Palmilhas

Muita gente usa palmilha achando que vai melhorar a dor no pé, mas em alguns casos, elas podem até atrapalhar. Segundo o ortopedista Rafael Barban, mostrado na reportagem da Marina Araújo, a indicação da palmilha passa primeiro pela avaliação de um médico e, depois do diagnóstico, será definido se o tratamento será feito com a palmilha ou outro tipo de solução terapêutica.

No entanto, existem diversos tipos de palmilha, cada um para um problema, como pé chato, dores na frente dos pés ou até para quem tem uma perna maior que a outra. Por isso, cada produto deve ser feito sob medida para cada paciente, como explicou o sapateiro ortopédico José Lourenço Rodrigues, que trabalha em uma oficina mantida pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Usp.

Fonte: Bem Estar

19 de agosto de 2013

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *